Psicose Infantil
A criança psicótica se comporta, permanentemente, de forma "extravagante" e desconcertante.
As condutas próprias de uma psicose podem ser descritas como:
Isolamento: apresenta uma clara falta de comunicação em relação ao ambiente. Já desde os primeiros meses, se observa uma falta de contato ocular, há ausência de sorriso (próprio já desde o 3° mês), ausência de medo frente a pessoas ou situações estranhas (já presente por volta do 8º mês). Recusa, geralmente, o contato físico.
Com freqüência seu tônus muscular é hipotônico (tônus baixo).
Seus gestos são estranhos, pouco habituais
A criança mostra-se como absorto ou "abobado" em seus próprios movimentos ou gestos.
Explora o ambiente de forma especial, como com o olfato (cheira coisas, pessoas,...),...
Observamos transtornos na linguagem, variando segundo o grau. A criança psicótica adquire a fala mais tarde que o normal, de forma incompleta e inadequada; também se percebe alterada na entonação.
Há transtornos das funções intelectuais, algumas difíceis de detectar, devido à dificuldade de comunicação com o especialista infantil encarregado da avaliação.
Apresenta uma incrível capacidade de memorizar.
Seu esquema corporal geralmente é muito alterado.
Há necessidade de realizar determinados rituais ao deitar-se, sair,... (ao romper essa seqüência a criança "descontrola-se")
Pode ocorrer idéias delirantes (de tipo persecutório,...), alucinações (auditivas, por ex.),...muito difíceis de constatar.
Transtornos de sono (insônia).
Transtornos da alimentação
Atraso no controle dos esfíncteres
Tipos de psicoses:
Autismo precoce (podem apresentar-se antes dos 3 anos de vida)
Esquizofrenia infantil (quanto maior é a criança mais se parece este transtorno com o do adulto)
No diagnóstico será fundamental discriminar se se trata deste ou de outro transtorno que pode desenvolver sintomas similares.
Quanto antes se interfira, mais se poderá evitar a deterioração que implica sofrer este tipo de transtornos. O tratamento é basicamente farmacológico, prescrito pelo psiquiatra infantil, porém não é curativo (é paliativo dos sintomas). Às vezes, se faz necessária hospitalização. Sua educação deverá ser especializada. A psicoterapia com a criança e com a família ajudará muito.